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RIO BRANCO-AC,POLICIAL MILITAR DESDE 1994, INICIANDO COMO SOLDADO, FUI CABO E SARGENTO PM; GRADUADO EM TECNOLOGIA DE PROCESSOS GERENCIAIS, CASADO E PAI DE TRÊS FILHOS, EVANGÉLICO E TENHO MAIOR ORGULHO DE SER POLICIAL MILITAR E SER FLAMENGO!
QUE AS BENÇÃOS DE DEUS PERMANEÇA SOBRE TODOS!



sábado, 18 de junho de 2011

Governo desrespeita militares e não marca reunião para negociação salarial.

A ver navios. Assim pode ser considerada a situação dos militares. A reunião marcada pelo líder do governo Moisés Diniz (PCdoB) junto à equipe de governo para definir a agenda de negociação para a próxima semana não foi das melhores para policiais militares e membros do Corpo de Bombeiros. De acordo com membros da comissão militar, a categoria ficou sem data certa.

- Fomos recebidos pelo sub do sub secretário. Nos falaram que o comandante geral da PM é que deverá marcar a reunião, disse o militar.

 Isso é uma resposta clara para a categoria de que o governo está inflexibilizando o diálogo e desafiando os militares. Informações dão conta de que o endurecimento governista se dá devida a liderança que os militares estão tendo nas manifestações.

Inoperante
Os posicionamentos dos clubes de cabos e soldados e sargento subtenentes estão deixando a desejar. O primeiro, por exemplo, faz tempo que não se envolve em reuniões e não levou qualquer representante nas manifestações do dia 4, 13, 14 de Maio e 14 de junho. Quanto ao Clube de sargentos e subtenentes a atuação tem demonstrado algumas fendas no movimento e levado à desagregação da categoria.

Necessidade de se reinventar
Os militares precisam agora reinventar novas formas de luta. Diante do cenário, a categoria poderá sofrer perdas irreparáveis caso não consiga se reorganizar imediatamente para pressionar o governo por melhorias salariais. De acordo com membros da comissão, a assembléia geral do dia 28 ainda está de pé e poderá trazer reviravoltas dentro das instituições militares.



cONFIRA A ATA DA REUNIÃO

REUNIÃO GOVERNO X SINDICADOS PARA DEFINIÇÃO DA nova AGENDA PARA CONTINUIDADE DAS NEGOCIAÇÕES: SOMENTE OS MILITARES ESTADUAIS NÃO TIVERAM DATA PRÉ-DEFINIDA.

Durante o fim da manhã desta sexta-feira, conforme acordado com o Líder do Governo, Deputado Moisés Diniz, na sala de reuniões da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, representantes dos sindicatos ouviram do Assessor do Assessor Especial Francisco Afonso Nepomuceno, Sr. Paulo Sá, a publicação das datas de reuniões para discussão de pauta salarial com o Governo. Todas as datas a partir de segunda-feira, exceto a dos militares estaduais. Segundo o Assessor do Excelentíssimo Assessor Especial Nepomuceno Carioca, a data de negociação dos militares estaduais será definida pelo Comandante-Geral da PMAC e comunicada aos representantes das associações castrenses. Justificou dizendo que à exceção dos militares estaduais, as outras categorias já vinham negociando diretamente na SAI, naquela mesma sala de reuniões.
Tal fato gerou profundos protestos, principalmente por parte do SGT BM Francisco Jusciner (Presidente da APRABMAC). Ele aduziu, dentre outras argumentações, o fato dos Comandantes-gerais não deterem poder sobre a Fazenda Pública, para deliberar sobre impacto na folha e no orçamento. Até mesmo representantes de outros sindicatos se indignaram com a indefinição e manifestaram apoio e reprovação imediata à inexistência da data, especialmente o SPATE (sindicato ligado à saúde). Francisco Jusciner também asseverou a título meramente ilustrativo que 3 sindicatos que sequer compareceram tiveram datas previamente agendadas (SINDAP, ISE e SINDSAD). “Não é ao fato da ausência de outros sindicatos que me aporto, porque isso não nos diz respeito, mas a não definição da agenda de categoria que está legalmente presente.”
Segundo o Tesoureiro da APRABMAC (SD BM Abrahão Púpio) “o problema real não é o miliciano negociar primeiro ou por último, mas sim o Governo não ter previamente em mãos o calendário de negociação de categoria trabalhista tão importante para a sociedade, especialmente nas áreas de segurança pública e defesa civil”. Disse ainda, “Infelizmente, novamente o Governo denotou a impressão de não dar a devida atenção para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Ou seja, nós nem precisaríamos ter vindo, pois saímos como chegamos em relação a datas, objetivo maior do encontro de hoje”, desabafou o militar.
O Sargento PM João Jácome fez contato com o Coronel PM Anastácio com o objetivo de saber a data de negociação com a categoria, mas até a noite desta sexta-feira ainda não tinha retornado a ligação prometida.
De toda sorte, no dia 28 de julho, a partir das 8h da manhã, em frente à Assembléia Legislativa, haverá Assembléia-Geral coletiva com todas as categorias trabalhistas, ocasião na qual serão informadas sobre o que se trouxe de conquista ou não deste processo.
Ademais, ponto positivo na reunião desta segunda foi a adesão oficial do Sindicato dos Médicos (SINDMED) ao movimento coletivo de reivindicação.

Veja as datas de negociação com outras categorias:

SPATE: segunda-feira, 10h, na SAI;
URBANITÁRIOS: terça-feira, 11h, na SAI;
SINDECAF e outros congêneres: terça-feira, 12h, na SAI;
SINTESAC: segunda-feira, 15h;
IAPEN (SINDAP): 16h, segunda-feira (ausente na reunião);
SINPOL: 17h, segunda-feira;
ISE: terça-feira, 10h (ausente na reunião);
SINDSAD: terça-feira, 11h (ausente na reunião);
SINDMED: terça-feira, 15h;
SINDICATO DOS GESTORES: terça-feira, 16h.

Entretanto, apesar das dificuldades e dos meandros acentuados, a Comissão de Negociação dos Militares está atenta a tudo e continua firme e com esperança de boas conquistas ao final deste processo, logicamente, desde que respaldada pela confiança e engajamento da base, dos representados. Compareceram à reunião de hoje, além dos 3 (três) militares supracitados, os sargentos PM Isaque e Leorne.
FONTE: BLOG 04 DE MAIO

segunda-feira, 13 de junho de 2011

E agora Tião?

Governo de Minas concede reajuste de 103% em três anos e 10 meses, piso salarial mineiro ficará em R$ 4.098 reais
Policiais e Bombeiros militares concordam e Governador de Minas Gerais, Antonio Anastásia (PSDB), concedeu reajuste de 103% aos militares mineiros. Esse reajuste será parcelado em três anos e 10 meses, sendo que ao final desse período os policiais e bombeiros militares mineiros ficarão com um piso salarial de R$ 4.098,00.
Para o Vereador Cabo Júlio (PMDB) o resultado da negociação foi bastante positivo para a categoria, mesmo não sendo aceita por unanimidade, o Vereador destacou que um soldado se aposentará com um salário de R$ 7.000,00 e um coronel chegará próximo de R$ 25.000,00.
Veja a tabela dos militares mineiros:

Antonio Anastasia apresenta proposta salarial para a PM de Minas

Veja a proposta oficial do governador publicada no Blog do Cabo Júlio

PROPOSTA DO GOVERNO: Dez 2011: 7%Out 201210%Ago 2013: 13%Jun 201415%Dez 201412%Abr 201515%Em quatro anos, o salário do soldado de 1ª classe, sem quinquênio, eleverá de R$ 2.041,73 para R$ 4.022,24.

De acordo com ela a tabela salarial, a remuneração ficaria da seguinte maneira:


Não agradou. Após a divulgação da proposta salarial para os policiais e bombeiros militares de Minas Gerais, na Cidade Administrativa, com os Comandos da PMMG e CBMMG, as Entidades de Classe (Aspra-PM/BM, CSCS-PM/BM, AOPMBM, COPM, ASCOBOM, AMPROSEG E UMMG) o deputado Sargento Rodrigues e o vereador Cabo Júlio, não concordaram com a distribuição dos índices e prazos apresentados pelo governador Antonio Augusto Anastasia para o reajuste salarial da classe. 
O debate continua em Minas e uma pergunta não quer calar. Minas é um Estado governador pelo PSDB, oposição a presidente Dilma, ou seja, não deve receber muitos recursos federais, por que o Acre sendo governado pelo Partido dos Trabalhadores, o mesmo partido de Dilma, não consegue avançar nas negociações com os militares já que deve contar com maiores recursos federais?
 
FONTE: BLOG 04 DE MAIO

quarta-feira, 8 de junho de 2011

É UM ABSURDO PM E BM NÃO PODEREM REIVINDICAR.

“É um absurdo que alguém que atua como bombeiro militar, não tenha o direito de solicitar melhorias salariais”, afirma Mendonça



O deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), ainda se encontra na cidade do Rio de Janeiro para manter diálogo com representantes dos bombeiros militares e seus familiares.

O parlamentar sergipano tem trabalhado no sentido de encontrar uma saída para a situação grave que encontrou no Rio, já que os acontecimentos têm repercutido em outras unidades da Federação.

“O fato de o Governador ter determinado a prisão de 439 integrantes da polícia causou perplexidade em todas as unidades militares do país e uma série de manifestações de solidariedade aos bombeiros e familiares tem sido marcadas em todo o território nacional”, disse Mendonça.

No próximo domingo (12), haverá uma grande passeata no Rio de Janeiro, em Copacabana, com a presença de policiais de todo o Brasil. Há informações que em São Paulo exista também a possibilidade de manifestação para o dia 13.

“Já pensou se em todas as manifestações reivindicatórias, com o objetivo de conquistar melhores salários, um governador determinar a prisão de todos os representantes?”, indagou Prado.

Para o presidente da Comissão de Segurança Pública, esse é fato inusitado e aponta para a necessidade de uma reflexão profunda. “Estamos vivendo em um Estado Democrático de Direito. É um absurdo que alguém que atua como bombeiro militar, ganhando apenas R$ 950, não tenha o direito de solicitar melhorias salariais”, acrescentou Mendonça.

Segundo o democrata, a população está solidária aos bombeiros militares que cumprem diariamente o trabalho de combate ao incêndio, que fazem guarda nas praias e que realizam atendimento ao público nas unidades de saúde, em todos os bairros, nas condições de médicos, enfermeiros e agentes do SAMU.

“A população adotou uma campanha de afixação de fitas vermelhas nos veículos em apoio aos bombeiros e as ruas estão cheias destas fitas, o que demonstra o impressionante carinho para com essa importante categoria profissional. Espero que isso chegue logo ao fim. Precisamos de exemplos para a democracia e não de referências despóticas e autoritárias que fragilizam a democracia e as relações de Estado com seus imprescindíveis agentes públicos”, finalizou o presidente da CSPCCO, Mendonça Prado.

 
Fonte: Assessoria Parlamentar (Vanessa Franco)

Militares se preparam para uma possível greve!


Nos últimos dias pouco se falou sobre paralisações dentro dos quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Os militares estavam confiantes de que o governo estadual apresentasse uma boa proposta de reposição salarial para a categoria. A paciência acabou. Os milicianos já começam a se preparar para uma nova paralisação, desta vez mais radical do que a do dia 13 de Maio caso as negociações não avancem para um solução proveitosa para os dois lados.

De acordo com alguns membros da comissão militar designada para representar a categoria nas negociações, a pressão das duas tropas é forte para um final positivo para os militares. Embora estejam dispostos a continuar a conversa com a equipe governista, eles entendem que é hora do governador Tião Viana apresentar propostas mais concretas e não apenas discursos.

"O que estamos vendo é um enrolação. Sempre é a mesma coisa. O governo quer nos matar no cansaço", disse um soldado do Gabinete Militar.


Bombeiros do Rio

As manifestações dos bombeiros do Rio de Janeiro aqueceu os ânimos também no Acre. A coragem e determinação apresentadas na Cidade Maravilhosa motivaram os militares acrianos a novamente buscar melhores condições salariais e de trabalho.


Etapa Alimentação

Os militares estão vivenciando um momento de completa desinformação. Ora lhes é dada a notícia de que vão realizar um reajuste sobre o risco de vida; ora sobre a etapa alimentação e, nisso, um jogo perigoso é criado dentro da caserna. Pela manhã de hoje, dia 07, uma fonte do blog que trabalha dentro do Quartel do Comando Geral nos informou por e-mail que o reajuste deve ser realizado sobre a etapa alimentação e seria de cerca de 150. Mesmo não descartando esse tipo de informação é importante que os militares não a tomem como definitiva, mas se preparam para dar mais uma resposta para o governo.


Não esquecer da tabela

Mesmo diante confusão armada em volta da etapa alimentação e risco de vida, os militares não podem esquecer que o reajuste reivindicado não diz respeito somente a essas gratificações. A categoria aprovou em Assembleia Geral uma tabela de vencimentos de um piso que gira entorno de 3.200 reais. O governo dando o risco de vida sairia no lucro.
FONTE: BLOG 04 DE MAIO

sábado, 21 de maio de 2011

TIÃO VIANA MANDA PRENDER A TROPA DA PM DO ACRE!


O governador do Acre, Tião Viana (PT) enfim mostrou que a família inteira nunca negou as raízes da Aliança Renovadora Nacional (Arena) e do Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, por quem seu pai, Wildy Viana das Neves, foi deputado federal duas vezes pelo Acre. Espantoso era vê-los, ele o irmão, senador Jorge Viana, posarem de esquerdistas, quando sempre foram criados sob a égide da Arena e do PDS e dessa posição se beneficiaram a vida inteira. Agora, Tião Viana, se dó nem piedade, mostrou de onde veio: baseado em um Regulamento de disciplina da época da ditadura militar, mais precisamente do ano de 1984, o governador mandou prender os que participaram de uma paralisação de 24 horas (bombeiros e policiais militares). Como praticamente todos os militares das duas guardas participaram, o governador mandou prender quase 100% da tropa. Qual o crime que cometeram? Fazer greve? Algo que o PT sempre fez a vida inteira? Sabendo da origem dos irmãos Viana, como sei, não era de estranhar que já não tivesse cometido ato de tamanha violência há tempos. Os Viana sempre marcharam ao lado da ditadura militar e da mão-de-ferro do estado de sítio. Mudaram para o PT porque nunca tiveram chances nenhuma em tempos de democracia exatamente pelo passado que os condenava. Chegaram ao poder. E agora, Tião Viana, mostra quem é. No inicio deste ano, foi baixada a portaria interministerial nº 02, que trata dos direitos humanos dos profissionais da segurança pública, e uma das sugestões dessa portaria é que os regulamentos disciplinares precisam ser atualizados de acordo com a Constituição de 1988. Tião Viana não atualizou nem o pensamento retrógado que baseou a sua formação. Ele que espere o resultado das urnas. Aos poucos o Acre descobre o “modus operandi” dos Viana.


FONTE: http://blogdogilsonmonteiro.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Enquanto militares buscam o diálogo, governo decreta punições



Diferente do que o deputado Moisés Diniz solicitou na manhã de ontem na tribuna da Assembléia Legislativa, quando pediu diálogo entre a categoria e o governo, os comandantes de unidades estão instaurando Procedimentos Administrativos Disciplinares (PAD) para punir os militares que estavam na paralisação do último dia 13. Essa atitude pode desencadear mais conflitos entre os militares que estão revoltados com a situação.


"Somos pais e mães de família. Não roubamos, não matamos, apenas reivindicamos melhores condições de vida para nós e nossa família e agora querem me prender. Minha filha de sete anos me perguntou chorando e me abraçando se eu tinha matado alguém, por que um homem da TV disse que os policiais seriam presos", disse uma policial inconformada.

De acordo com os militares do Segundo Batalhão, que cuida da área do Segundo Distrito de Rio Branco, foram instaurados 27 PAD's. Em todos os batalhões da capital e do interior, o terror tem sido a tônica dos discursos dos oficiais superiores.

"Estamos com um advogado pronto para atender os excessos dos comandantes. Estão fazendo terrorismo com os policiais novos, dizendo que serão expulsos. A expulsão não acontece assim de qualquer maneira e, sobretudo, por uma falta ao serviço", afirmou o deputado major Rocha.


Cruzeiro do Sul

Em viajem pelo Vale do Juruá, o comandante geral da Polícia Militar, José dos Reis Anastácio, realizou uma formatura geral com todos policiais militares para passar o comunicado de todos seriam punidos. O posicionamento do comandante geral é mais uma prova de que os membros do governo estão desafinados nos discurso.


Advogado

Todos os militares que estão sofrendo ameaças de exclusão e se sentirem perseguidos por participar da paralisação podem entrar em contato com o soldado Abrahão Pupio pelo telefone: 9984-1204

CARTA ABERTA AO EXCELENTÍSSIMO GOVERNADOR TIÃO VIANA.

Excelentíssimo Governador do Estado do Acre,
Através das frases abaixo, modestamente, espero auxiliar Vossa Excelência à tomada de decisão sábia e que minore os efeitos do desgaste gerado nos últimos anos entre militares estaduais (Policia Militar e Corpo de Bombeiros) e Alto Escalão do Governo do Estado do Acre. Não tenho a menor pretensão de ser inédito no conteúdo abaixo. Aliás, todas as argumentações foram construídas e remodeladas após minuciosas trocas de informações e pontos de vistas entre militares, familiares e outros contribuintes.

De início, temos consciência de que embora Vossa Excelência esteja somente há 4 (quatro) meses e meio no atual cargo, o projeto político do qual é parte essencial já possui 12 (doze) anos, 4 (quatro) meses e 18 (dezoito) dias. Projeto político, reconheça-se, com significativas e determinantes vitórias para a sociedade acreana, da qual somos integrantes também e, em alguma medida, beneficiários.

Ademais, sustento que militares estaduais querem somente a fruição da dignidade salarial. Não protagonizamos atos públicos para satisfazer nossos egos, tampouco para nos posicionarmos enquanto integrantes do bloco de oposição ao Vosso Governo. Correntes políticas e filosóficas distintas e até divergentes fazem parte da democracia, todavia, enfatize-se, nosso anseio nasceu e se limita primeiramente à melhoria salarial e, em segundo lugar, nas pautas não-salariais. A política partidária (bloco de sustentação ou oposição) é instrumento para exteriorização da nossa causa, ou seja, é sempre um “meio” e nunca a “finalidade”.

Talvez Governador, os fatos e o contexto tensionado que nos envolvem não estejam chegando ao Vosso conhecimento segundo os nossos olhos, que juntamente ao nosso tato, vêem e sentem no próprio corpo o sofrimento diuturno por sermos trabalhadores que estamos, via de regra, literalmente endividados, com reduzido poder de consumo, inclusive para aquisição dos produtos integrantes da cesta básica. Disso resulta a “popularização” dos famigerados “bicos”, que aumentam o cansaço, estresse e fazem cair a produtividade funcional. Na última década, nossa remuneração não evoluiu na mesma intensidade que o aumento do custo de vida. Por outro lado, a segurança pública tem sido demandada cada vez mais pela sociedade. Ao mesmo tempo, tal demanda que força o reconhecimento político não alcançou o contracheque do militar estadual acreano.

Governador Tião Viana, atualmente temos sim um dos mais baixos salários do país. Inversamente, nossa jornada semanal de trabalho é máxima, pois, em geral, somos submetidos ao mínimo de 48 horas e chegamos a picos de 96 horas semanais. Além disso, policiais e bombeiros militares não recebem hora-extra, adicional noturno ou FGTS. Em nossa profissão, todos os dias, com muito orgulho, deixamos nossas famílias para proteger outras, geralmente desconhecidas, independentemente da classe social a que pertençam. Corremos risco de perder a vida do primeiro dia de profissão até após a aposentadoria.

Em nosso calendário anual de trabalho não existe remuneração extra pelo trabalho no fim de semana ou feriados nacionais, estaduais ou municipais. Freqüentemente temos segundos para tomada de decisão que pode salvar ou tirar vida humana.

Embora nosso efetivo real de policiais e bombeiros militares seja muito inferior ao previsto em lei, conseguimos, mediante sacrifícios exorbitantes, suprir com êxito a demanda da sociedade acreana (cada 1 bombeiro militar trabalhando por 5; cada 1 policial militar trabalhando por quase 3). Contudo, o sistema de “banco de horas” criado no Governo anterior possui critérios incoerentes, recursos pecuniários limitados, dificuldade de acessibilidade concreta e não beneficia todos de modo isonômico (que pela necessidade sacrificam ainda mais os parcos períodos de descanso, causado pela não limitação da jornada semanal laboral comum em no máximo 44 horas, consoante a Constituição Federal).

Governador Tião Viana, nossos atos públicos, em especial o protagonizado entre os dias 13 e 14 de maio do corrente ano foram expressão genuína da democracia. Democracia pela qual lutou e por isso foi torturada a atual Excelentíssima Presidenta da República Federativa do Brasil, filiada ao mesmo partido que Vossa Excelência. Reflita se é moralmente correta e politicamente viável a adoção de repressão ferina e terrorista (imposição da política da submissão pelo medo) para aqueles que se utilizam de instrumentos democráticos visando conquistar somente a melhoria salarial.

Por fim, anote-se que os militares estaduais não querem partidarizar ou politizar a questão salarial da categoria. O que importa é o resultado. E todos sabem que o Governo do Estado do Acre detém a última vontade que nos possibilitará a tão almejada reposição salarial. Agindo com habilidade, colherá os frutos que virão como conseqüência. Toda ação tem uma reação, esta é a formulação básica da 3º Lei de Isaac Newton (conspícuo filósofo, físico e matemático inglês), conforme já citada algumas vezes no contexto das discussões em torno da pauta salarial dos policiais e bombeiros militares do Acre. Há inequívoca relação direta entre salário digno, família feliz, sociedade estável e índice de aprovação popular.


Respeitosamente,


Abrahão Carlos Mota Púpio – SD BM

Secretário-Geral da Comissão de Negociação Salarial

Tesoureiro da APRABMAC
 
FONTE: BLOG 04 DE MAIO